Vendas no varejo têm o pior resultado desde agosto de 2003

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  • Publicado em: Notícias
  • Autor: ADPM

Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês do ano passado, recuo foi de 3,1%. Já em relação a janeiro, retração foi menor: 0,1%

Após registrar avanço no primeiro mês do ano, as vendas no varejo brasileiro restrito caíram 3,1% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Trata-se do pior resultado nesta base de comparação desde agosto de 2003, quando o setor teve baixa de 5,7%. O varejo restrito exclui as atividades de material de construção e de veículos. Na comparação com janeiro, a retração foi menor: 0,1%. No primeiro bimestre do ano, o indicador acumula queda de 1,2% e, em 12 meses, alta de 0,9%.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de que as vendas subiriam 0,3% em fevereiro ante janeiro, segundo a mediana de 25 projeções que foram de queda de 1% a alta de 1,24%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a expectativa era de recuo de 2,15% na mediana de 22 projeções, que variaram de queda de 3,50% a avanço de 2,0%.

Na comparação com fevereiro de 2014, cinco das oito atividades do varejo tiveram resultados negativos nas vendas. As principais contribuições para a queda foram registradas pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-10,4%); combustíveis e lubrificantes (-10,4%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%).

Por região, dos 27 Estados pesquisados, 20 apresentaram resultados negativos no volume de vendas. Os destaques foram: Goiás (-10,6%); Mato Grosso, (-8,9%); e Distrito Federal e Maranhão (ambos com -8,7%).

No varejo ampliado, que inclui atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 1,1% em fevereiro ante janeiro e tiveram retração de 10,3% na comparação com fevereiro de 2014.

Revisão - O IBGE revisou o resultado das vendas do varejo restrito em janeiro ante dezembro de 2014. O índice subiu 0,3%, menos do que a alta de 0,8% apurada inicialmente.

Fonte:veja.abril.com.br

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